giovedì 30 settembre 2010

A dor

Ninguém gosta de passar por períodos de sofrimento. Seja uma dor física, seja a dor de uma perda, de se sentir rejeitado por uma pessoa que se ama, todas estas dores nos marcam, deixando feridas não só no nosso corpo, mas também na nossa alma e nos nossos pensamentos.

Todavia, são os momentos de dor intensa que mais me fizeram crescer na minha vida. Algumas destas dores são o resultado directo dos meus erros e me mostram que tudo na vida tem uma consequência, que não podemos brincar nem com a vida nem com as pessoas, porque eles não são brinquedos que se podem substituir ou mandar arranjar. A dor é a consequência que mostra a real natureza dos nossos actos. Outras vezes, parece que a dor não tenha razão, que seja irracional e aleatória como a chuva ou o calor. Mas, mesmo nesses casos, nos pode ensinar alguma coisa.

C. S. Lewis dizia que a dor é o megafone de Deus. É uma imagem linda, a dor como a maneira de nos despertar. Eu porém penso na dor como um instrumento que Deus pode usar para arrumar a nossa vida. De repente, vemos que muitas das coisas que tinham lugar na nossa vida não têm valor algum, são objectos supérfluos que posámos em cima da mesa e deixámos aí a ocupar espaço. Quano os pomos no lixo, descobrimos outras coisas tão importantes, que, todavia, tínhamos esquecido no fundo dum baú.

De repente, as coisas assumem uma perspectiva diferente. Quantos momentos gastos em coisas inúteis, quantas preocupações fúteis e inúteis, quantas ocasiões de amar transformadas em rotina..

Espero que Deus elimine os nossos sofrimentos através do Seu amor. Mas também pessoalmente eu peço que me ajude a guardar um pouco das maiores dores por que passei na minha vida, como um perfume que pudesse cheirar todas as vezes que precisar de me lembrar o que realmente é importante e valioso na vida.

P.S.: este texto foi publicado sem revisões por parte de alguém que seja lusófono. Portanto, perdoem-me eventuais erros.