domenica 26 giugno 2011

CONHECER DEUS ATRAVÉS DE JESUS

Para a maior parte das pessoas, Deus é um mistério, algo que provavelmente não existe ou uma entidade que não dá clara prova de si mesmo ao mundo, escondendo-se atrás de uma cortina de invisibilidade. Se perguntássemos aos nosso amigos se existe algum Deus, provavelmente a resposta da maioria deles seria: talvez..

Eu acho que existem suficientes provas da existência de Deus, provas que vão desde as maravilhas da natureza, até ao inexplicável desejo que todo o ser humano sente dentro de si de encontrar algo acima de si mesmo. Mesmo quando me professava ateu, na realidade sempre fui um “ateu não praticante”, por assim dizer. O meu ateísmo não era a posição lúcida de quem pensa firmemente não poder existir alguma entidade superior. Era mais uma inclinação do coração, um desejo inconfessado que não existisse algum deus por não dever encarar a possibilidade que os meus atos pudessem ter consequências eternas, como contei no post “A minha história”. Contudo, no fundo sempre pensei que algo devia existir, que os meus sentimentos, o meu sistema circulatório, os flocos de neve, a alternância regular das estações, a matemática, a música, o renascimento, em suma, todas estas coisas que me deslumbravam e surpreendiam, não podiam ser o mero produto de um acaso cego e frio, sem sentido, finalidade ou racionalidade alguma.

Nos últimos anos, aprendi não somente a acreditar na existência de Deus, mais concretamente no Deus que se revelou das múltiplas formas relatadas na Bíblia, mas a conhecê-lo através do testemunho histórico da pessoa que se professou Seu filho, ou seja, Jesus Cristo. Acho que Deus, sabendo que pela nossa finitude nunca o poderíamos entender completamente, mandou ao mundo o Seu Filho para que nele pudéssemos ter uma imagem viva, concreta e ao nosso alcance do que Ele é realmente. Na pessoa do Seu Filho, nas suas palavras e no seus ensinamentos, ele nos dá a possibilidade de O conhecer.

Claramente, há muita coisa que eu ainda não compreendo de Deus. Posso ter lido mais do que uma vez a Bíblia ou vários textos de teologia, mas a realidade é que as perguntas às vezes ultrapassam em número as respostas e as certezas.

Todavia, no meio de tantas incertezas sei que em Jesus posso confiar. Vejo nos Evangelhos o seu amor, a sua justiça, a sua bondade para com todos, sobretudo para com os necessitados e os pecadores, e acredito que se há neste mundo alguém em que posso confiar cegamente, este alguém só pode ser ele. Tento aprender a confiar nele tanto para o dia de amanhã, quanto para a eternidade.

Se desejas conhecer a Deus e ainda tens muitas perguntas, aconselho-te em começar a procurar respostas nas palavras de Jesus Cristo. Não numa religião, num manual de espiritualidade ou autoajuda comprado num supermercado, nem nos conselhos de alguém que se proclama um líder espiritual, mas diretamente nas palavras de quem, há cerca de dois mil anos atrás, declarou aos discípulos que queriam ver Deus «Todo aquele que me viu, viu também o Pai».

venerdì 3 giugno 2011

A FRUSTRAÇÃO DE JESUS

Nalguns dos episódios relatados nos Evangelhos, Jesus parece-me triste e quase frustrado pela dureza do coração humano e pela sua teimosa recusa do dom gratuito da salvação que tinha vindo oferecer ao homem. Deixem-me utilizar uma imagem: é como se Jesus tivesse a cura contra o cancro, mas os doentes a quem era oferecida não a quisessem porque obstinadamente se consideravam perfeitamente sãos. Jesus continuava a dizer:

- Se vocês não confiarem em mim, morrerão nos vossos pecados!

e a gente respondia-lhe:

- Deixa-nos em paz! Nós não temos doença nenhuma, pára de inventar histórias!

A doença que Jesus veio curar chama-se «pecado», e a cura que ele propõe «arrependimento e perdão». Não interessa quão grave possa ser a doença ou o seu estádio, a cura é eficaz, total e não sujeita a erros médicos.

A negação da doença do pecado é a grande tragédia da humanidade, ainda nos dias de hoje. Esta é negada mesmo que os seus efeitos devastadores se vejam todos os dias nas guerras, nos homicídios, nos relacionamentos desfeitos, nos rancores, nos ódios, nas rivalidades, nas mentiras, nas desonestidades, na pobreza, no desinteresse pelo próximo.

O que eu costumo dizer é que mais do que os nossos pecados, por mais hediondos que possam ser, o que nos separa do amor de Deus é a recusa de reconhecê-los e pedir perdão. Ou seja, a recusa em detectar a doença e tratá-la. Quem procura o perdão, encontra-o com certeza. Quem bate à porta de Deus, mais tarde ou mais cedo verá a porta abrir-se. A quem quer recomeçar, será oferecida uma oportunidade. Não tenho dúvidas disso.

Quem porém se sente em perfeita saúde, não irá à procura do Grande Médico e arrisca-se a morrer estupidamente. Estupidamente, sim, porque a cura é gratuita e está ao alcance de todos, tem a distância de uma simples oração feita do fundo do coração.